"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. / Each one knows the pain and the delight of being what they are." (Caetano Veloso)

" [Ei-mi] "

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Wednesday, July 28, 2010

União Gay em Portugal


27/07/2010 - 07:56 | Simone Cunha e Vitor Sorano | Lisboa

Portugal libera união gay para casais 100% estrangeiros

Agora é possível que casais formados por dois estrangeiros do mesmo sexo se casem em Portugal, apenas apresentando passaporte e certidão de nascimento. Um despacho do IRN (Instituto dos Registos e do Notariado, órgão de registro civil no país) divulgado este mês determina que as conservatórias – equivalentes aos cartórios brasileiros – realizem o casamento mesmo que os dois (ou um dos dois) noivos sejam de um país onde a união entre pessoas do mesmo sexo não é reconhecida, como é caso do Brasil.

Até quem estiver no país apenas de passagem pode realizar a união, explica o advogado Miguel Reis, que está terminando um livro sobre o casamento gay no país. “Os turistas podem casar em Portugal, desde que organizem previamente um processo preliminar de casamento”, diz.

Desde maio, o país é um dos sete na Europa onde o casamento gay é legalizado. A decisão de estendê-lo a estrangeiros amplia o número de pessoas beneficiadas pela lei.

Vitor Sorano/Opera Mundi

"Noiva" celebra o casamento gay na festa "Arraial Pride", realizada em Lisboa

Segundo Reis, a lei não impede o casamento de estrangeiros em Portugal nem faz exigências específicas em relação a ele. “Pode casar-se em Portugal quem estiver em Portugal. O casamento não depende de visto”, afirma em entrevista por e-mail ao Opera Mundi. A Linha Registos (serviço de orientação telefônica do IRN) informa o mesmo.

O Ministério da Justiça de Portugal não se manifestou até o horário da publicação da reportagem. Segundo o vice-cônsul Ernando Neves, turistas não podem se casar no Consulado do Brasil em Lisboa. O órgão exige um atestado de residência emitido pela Junta de Freguesia – espécie de subprefeitura –, o que impede quem está de passagem de casar ali. Neves não comentou, porém, sobre a possibilidade da celebração ocorrer nas conservatórias, pois escapa à alçada do consulado.

O vice-cônsul também afirma que a união gay não terá validade no Brasil. “Os casamentos entre parceiros do mesmo sexo realizados em Portugal não têm validade (transcrição) para o Brasil, uma vez que a lei brasileira ainda não reconhece esse tipo de união civil”, argumenta.

Para Reis, entretanto, o Brasil “haverá de reconhecer os casamentos entre pessoas do mesmo sexo celebrados no estrangeiro, contanto que não morem no Brasil”. O argumento é que a Constituição brasileira não faz referência ao sexo dos noivos nem menciona que tenham de ser diferentes. A reportagem do Opera Mundi perguntou ao Ministério da Justiça brasileiro se esse reconhecimento seria possível, mas não obteve resposta.

Leia mais:
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Desorientação

O casamento gay é permitido em Portugal desde o final de maio. Até o dia 25 de junho foram criados 42 processos de casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal, tendo 11 deles sido realizados, segundo o Ministério da Justiça português. A maioria dos pedidos de união envolve homens (29). Até o fechamento da reportagem, o órgão não enviou os dados atualizados nem divulgou quantos eram pedidos de estrangeiros. No geral (incluindo os heterossexuais), o casamento está em queda em Portugal: foram 63.672 em 1996 e 40.391 em 2009.

O despacho do IRN, menos de dois meses depois da aprovação, mostra que houve dúvidas sobre se cidadãos de países onde o casamento gay não é permitido poderiam oficializá-lo em Portugal.

“O entendimento se é preciso ou não ter autorização ou visto de residência depende da consevatória a que você for”, diz Paulo Côrte-Real, presidente da ILGA-Portugal, organização não-governamental de apoio à causa gay. Um dos problemas, como cita o despacho, é que a lei não menciona o reconhecimento dos casamentos entre estrangeiros, sejam de países que permitem o casamento ou não.

Total teor

Na segunda-feira (20/7), o modelo brasileiro Valter Costa e o lojista português Miguel Sousa, ambos de 26 anos, receberam da conservatória de Lisboa a previsão da data do seu casamento: 20 de setembro. “Coloca aí que tem de ser a de total teor”, orienta Valter, indicando que o documento tem de ser validado por um consulado português.

Vitor Sorano/Opera Mundi

Valter (direita) e Miguel: união, marcada para setembro, serve para "fidelizar o sentimento"

A ideia da união já havia nascido antes da lei, entre outubro e novembro do ano passado (a aprovação pelo parlamento foi em janeiro deste ano). “Foi mais o Valter. Eu dizia que, para mim, é só um papel”, conta Miguel. A situação, porém, mudou, e agora é ele quem quer ver a celebração o quanto antes. “Ele foi me alimentando o desejo de casar. E por que não? É uma forma de mostrar um sentimento um pelo outro”, afirma. “Estou casando para mim, não pelos outros. A gente está fidelizando um sentimento. Todo mundo casa, não casa? A gente tem direito tanto quanto os outros”, diz Valter.

O chefe de cozinha Sidnei Alves, e o gerente de loja Sérgio Calasans, ambos de 42 anos, brasileiros com nacionalidade portuguesa, já começaram a levantar informações. “Nós nos conhecemos no dia em que eu cheguei”, relembra Sérgio. A celebração ainda não foi marcada por causa da família de Sidnei. “Acho que, do meu lado, não viria ninguém.”

Vitor Sorano/Opera Mundi

Os brasileiros Sidnei (esquerda) e Sérgio, ambos com nacionalidade portuguesa, pretendem se casar em breve

Documentação

De acordo com a lei portuguesa, os estrangeiros que queiram casar-se no país podem apresentar como documento de identificação título ou autorização de residência, passaporte ou documento equivalente. Junto a ele, a certidão de nascimento e o certificado de capacidade matrimonial.

O pedido gera dúvida, por exemplo para os brasileiros, já que esse não é um mecanismo previsto na legislação brasileira. O despacho do IRN determina que, quando não for possível apresentar o certificado porque o país não admite o casamento de pessoas do mesmo sexo, é considerada a lei portuguesa. O interessado, porém, pode ter de apresentar um documento que comprove que o Brasil não emite o certificado, o que pode ser obtido no consulado.

Outros países

Na Espanha, país dentre os sete europeus que permitem casamento de pessoas do mesmo sexo onde houve crescimento expressivo dessas uniões, os casamentos envolvendo estrangeiros representam parcela importante do total. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística espanhol, em 2008 1.468 celebrações de um total de 3.194 - ou 46% - tiveram a participação de pelo menos um nacional de outro país.

Na Noruega – onde o casamento gay começou a valer em 2009 – havia em 1 de janeiro de 2009 13 cidadãos brasileiros vivendo em parcerias do mesmo sexo (que tem estatuto diferente do casamento) no país.

Também permitem o casamento gay Islândia, Holanda, Bélgica e Suécia.


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Tuesday, July 20, 2010




Transexual brasileira vira destaque após estrelar campanha da Givenchy

Por Redação Yahoo! Brasil




A francesa Givenchy trouxe uma novidade em sua nova campanha outono-inverno 2010/11 e causou polêmica. O destaque da marca é Lea T., uma bela transexual brasileira, que chega para reforçar a dicotomia masculino/feminino defendida há tempos pelo estilista da grife e amigo de Lea, Riccardo Tisci.

Após estrelar a campanha, Lea virou notícia em revistas de moda do mundo inteiro e posou para a edição francesa da revista Vogue. Na publicação, em que Lea aparece nua cobrindo apenas sua genitália, ela afirma que aceitou o convite de Riccardo para ser um símbolo da causa e por seus amigos transexuais.

Ela já trabalhou como assistente e modelo de prova de Tisci, mas também desenha suas próprias peças na Itália. Lea também já assinou como Leo Cerezo. Seu nome verdadeiro é Leandro Cerezo e, segundo a coluna Retratos da Vida, do jornal Extra, é filho do ídolo do futebol Toninho Cerezo.



Ainda para a Vogue francesa, a modelo, que se tornou uma das mais requisitadas da agência italiana Women, revela que está tudo certo para fazer a cirurgia de troca de sexo que, segundo ela, vai libertar sua feminilidade.

A foto na íntegra da modelo na Vogue pode ser vista aqui.

Saturday, July 3, 2010

Sexualidade: Caso Shiloh



Veja o que dizem especialistas sobre o comportamento de Shiloh, filha de Jolie


Shiloh gosta de se vestir de menino e ser chamada de John
Esta semana, um comentário polêmico da atriz Angelina Jolie deixou uma interrogação na cabeça de pais do mundo inteiro. Mãe de seis filhos, entre eles três adotivos e três biológicos, a mulher de Brad Pitt disse, em entrevista à revista americana Vanity Fair , que uma de suas filhas,Shiloh, de 4 anos, "quer ser um menino". "Então, nós cortamos o cabelo dela curtinho. Ela gosta de usar tudo que seja de garoto. Ela pensa que é um dos irmãos", complementou a atriz, bissexual assumida. No fim da semana, em entrevista ao jornal carioca "O Globo", ela reafirmou o comportamento da filha.

A atitude da atriz acabou levantando a questão: será que é possível uma criança demonstrar uma tendência homossexual tão precocemente? O consenso é de que, a princípio, as preferências de Shiloh pelo universo dos meninos não significam absolutamente nada. Segundo a psicólogaAdriana Nunan, crianças nessa idade gostam de experimentar tudo. "Da mesma forma que há as que brincam de casinha, de ser astronauta ou bombeiro, existem outras que gostam de se vestir de menino ou menina. São mecanismos que a criança cria para lidar com o mundo", explica ela, que ainda assim aconselha: "Só é preciso estar atento se o comportamento começar a aumentar e a persistir. Nesse caso, seria bom procurar um psicólogo infantil especializado em sexualidade para descobrir o que está acontecendo".

Para a psicanalista Ângela Vilela, membro titular da Formação Freudiana, a atitude tomada pelo casal hollywoodiano é a mais aconselhável: deixar a criança à vontade para fazer o que considerar melhor, dentro do limite, é claro, do apropriado. Apesar disso, ela pondera que a decisão da Angelina de cortar os cabelos da filha pode representar uma projeção pessoal e não uma vontade da criança. "Se a Shiloh apresenta identificações mais fortes com a figura masculina, imagino, pelo universo em que vivem, que seus pais não se prendam às determinações que vêm da cultura e da sociedade. Parecem ter feito a escolha de dar à criança a chance de expressar o que ela supõe ser".

O passado e a história de vida paternos também podem influenciar as decisões dos filhos, segundo Ângela. "É sabido que a Angelina teve uma infância difícil e nenhuma criança escapa do inconsciente e dos desdobramentos da história de seus pais sobre elas. A forma como os pais lidam com a sexualidade dos filhos tem a ver com a própria sexualidade deles. Isso, é claro, afeta o imaginário e as fantasias que a criança tem de si mesma", observa.

Sobre o fato de Angelina ser declaradamente bissexual, as especialistas concordam: não há influência na opção sexual dos herdeiros. "Hoje em dia se acredita que a homossexualidade tenha uma razão biológica. E ela é irreversível. Não adianta reprimir, bater, obrigar. A maioria dos gays nasce de pais heterossexuais, então não há indícios de correlação entre pais e filhos homossexuais. No caso de pais gays, a criança vai ter mais abertura para experimentações, para fazer, de repente, coisas que heteros têm vontade, mas não tem coragem", diz Adriana Nunan.

Para Ângela, no entanto, a opção sexual é delineada pelo que Freud chama de "séries complementares": fatores genéticos, influências do meio ambiente e da cultura em que estão inseridas. "Segundo a teoria freudiana, desde que nasce, a criança passa por várias fases de desenvolvimento sexual, e os recalcamentos, mistérios, experiências e acidentes que vão delineando esse percurso contribuirão para que ela, mais tarde, faça sua opção sexual. De preferência, sem enquadramentos no que se convenciona chamar de normalidade", ressalta.

A psicóloga Adriana reforça que o comportamento de Shiloh não é motivo para pânico. Isto porque uma criança de quatro anos não tem consciência sexual, ela está somente experimentando e se conhecendo. Ângela faz coro com a profissional e diz que uma criança ter dúvida sobre algo que ela nem sequer conhece é muito difícil: "A criança não tem como ficar em dúvida sobre o próprio sexo, porque ela só vai ter o instinto da sexualidade mais tarde. Ela pode falar que prefere ser menino porque gosta mais de jogar bola, mas isso não vai indicar necessariamente uma homossexualidade. Existem meninas que odeiam brincar de boneca e nem por isso se tornaram homossexuais".

A situação tem solução? Ângela Vilela responde: "Sim: esperar e aceitar. A melhor coisa que os pais podem fazer quando surgem esses questionamentos é procurar um psicólogo, mais para eles do que para a criança. Eles precisam de uma orientação, saber lidar com esses sentimentos ambíguos em relação a isso e lidar até com o medo de que o filho opte por outro sexo. Existem muitas questões envolvidas, ainda mais quando há certo conservadorismo. Mas o segredo é deixar a criança à vontade. Não adianta reprimir porque isso vai gerar um constrangimento que pode atingir a própria personalidade dela no futuro. Tem que deixar fluir e ver o que acontece com o tempo", aconselha.
Por Nayara Marques, especial para o Te Contei


Friday, July 2, 2010

Programacao Interessante

Quanto mais se falar em sexualidade e a diversidade fizer parte da midia, mais cabecas serao esclarecidas e a vida social dos homossexuais tendera a melhorar, por isso fico feliz em ver na TV coisas como Marilia Gabriela focando em falar em filhos de gays e adocao por casais gays e Jo Soares entrevistando Maite Schneider.

Vale a pena conferir.

Monday, June 7, 2010

More gay scene in hollywood


A atriz norte-americana Sandra Bullock foi homenageada com o prêmio MTV Generation, no MTV Movie Awards, que aconteceu na noite deste domingo, 6, em Los Angeles. O anúncio do prêmio foi feito pelos atores Bradley Cooper e Scarlett Johansson.

Cooper, que contracenou com Sandra em "Um Sonho Possível", filme que rendeu um Oscar à atriz, foi só elogios. "Você é amada por ser humilde, tem a capacidade de brilhar em qualquer escuridão. Tive a sorte de me tornar seu amigo durante as filmagens. Os dois filmes que você fez ano passado arrecadaram US$ 300 milhões cada. São eles que estão mantendo a economia americana estável", brincou.




Thursday, May 6, 2010

O que a hipocrisia causa


Por : Irving Alves, Mix Brasil

Ativista anti-gays dos EUA é flagrado com michê
Defensor de terapia para gays, Georger Rekers viajou com garoto de programa

George Alan Rekers é um ministro da Igreja Batista nos Estados Unidos e membro da Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade. Ele testemunhou na Justiça da Flórida e de Arkansas em processos contra a adoção de crianças por homossexuais. Só por aí já dá para imaginar que Rekers é um dos ativistas anti-gays que mais atua em território norte-americano, né?

Pois não é que o mesmo Rekers foi flagrado chegando em Miami depois de uma viagem internacional ao lado de um michê? Segundo o divulgado pelo jornal "Miami New Times" nesta terça, 04, o ministro viajou com Lucien, um garoto de programa que vende seus serviços por meio do site RentBoy. O mesmo jornal apurou que Rekers realmente acessou o site e assinou seus termos de uso.

Questionado sobre o bafo, o ativista anti-gays disse que Lucien era apenas um acompanhante de viagem contratado para carregar suas bagagens, já que ele tinha se submetido a uma cirurgia dias antes de embarcar. Mas, ainda de acordo com o "Miami New Times", quem estava empurrando um carrinho lotado de malas no aeroporto era Rekers, não Lucien.

O jornal chegou a entrevistar o garoto de programa, que tentou proteger seu cliente. Lucien só não escondeu a surpresa ao ficar sabendo que Rekers disse ter descoberto a profissão do rapaz apenas no meio da viagem, que durou 10 dias.

----Este e so um exemplo do que a hipocrisia e ignorancia causa ou acoberta. Nao importa se este caso em especifico e verdadeiro ou de fonte segura, mas sim a historia em si, que certamente ocorre em diversas partes do mundo, mesmo que nao noticiada.

Wednesday, April 28, 2010

Mais perto de direitos iguais


"Agora eles terão os mesmos direitos de outros filhos", diz casal gay que ganhou direito de adotar crianças

Alexandre de Santi
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
  • A psicóloga Luciana Reis Maidana, 36, (esq.) e a fisioterapeuta Lídia Brignol Guterres, 44

    A psicóloga Luciana Reis Maidana, 36, (esq.) e a fisioterapeuta Lídia Brignol Guterres, 44

Lídia Guterres e Luciana Reis Maidana têm um compromisso com o cartório de Bagé, no sul do Rio Grande do Sul, nos próximos dias. Juntas, como as mães adotivas legalmente reconhecidas de dois meninos de 7 e 6 anos, vão acrescentar o sobrenome de Lídia nos documentos de identidade dos garotos.

Embora aparentemente prosaica, a burocracia esconde uma vitória histórica para casais homossexuais de todo o Brasil. As crianças foram adotadas desde o nascimento, há cerca de sete anos, por Luciana, uma psicóloga de 35 anos. Na época, Luciana e Lídia já viviam como um casal (estão juntas há 12 anos), e os filhos adotivos foram criados pelas duas mulheres, sob o mesmo teto.

A criança mais velha foi adotada com 19 dias de vida. O mais novo saiu direto da maternidade para a casa da família. Mas, como a legislação brasileira não dá direitos plenos a casais de pessoas do mesmo sexo, os dois garotos eram apenas filhos de Luciana aos olhos da lei. A situação causava certa insegurança para a família. Se algo acontecesse com Lídia, os garotos não teriam direito a sua herança e benefícios sociais.

Ontem, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o direito de Lídia, fisioterapeuta e professora universitária de 44 anos, adotar as mesmas crianças. Não é a primeira vez que um casal gay ganha a guarda de filhos adotivos em conjunto na Justiça, mas foi a primeira vez que um tribunal superior brasileiro reconheceu esse direito, uma decisão que tem força para abrir precedente para que todos os casais em situações semelhantes regularizem a adoção de filhos adotivos. Nos demais casos, o Ministério Público não recorreu das decisões de primeira e segunda instância e, por isso, estes pedidos não chegaram ao STJ.

Após mais de quatro anos de espera – o processo começou no final de 2005 –, Lídia e Luciana esperam continuar com a pacata vida no interior gaúcho. Durante o período, o casal manteve a batalha sob sigilo, mas, desde ontem, atendem a imprensa de todo o Brasil para dar detalhes do caso – que ainda pode ser contestado no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o Ministério Público ainda não se pronunciou se pretende recorrer da decisão.

Lídia e Luciana atenderam o UOL Notícias por telefone, e falaram sobre o sonho realizado de garantir direitos plenos aos filhos.

Como vocês receberam a notícia da vitória no STJ?
Luciana
- Com alegria, porque agora temos segurança jurídica para os nossos filhos. Se algo acontecer comigo, dá o direito para ela [Lídia] de permanecer com eles. Porque, afinal de contas, eles foram criados por duas mães.

A ação era um desejo pessoal da Lídia? Ou vocês tinham esse objetivo como casal?
Luciana
- Na verdade, eles já haviam sido adotados pelas duas. Mas, com a lei não permitia, tivemos que fazer a adoção no nome de uma só. Nós passamos juntas pelo processo todo de adoção, como companheiras.
Vocês tinham o objetivo de ganhar a ação para conquistar um direito para todos os casais que vivem a mesma situação que vocês? Ou era um objetivo somente particular?
Luciana - Não. Era uma coisa para eles. Queríamos garantir a seguridade deles. Mas, graças a Deus, abriu uma porta para as outras pessoas que têm essa vontade, mas que talvez não tivessem a coragem.

Alguma organização não-governamental ou alguma entidade ligada aos direitos dos homossexuais vinham acompanhando a ação junto com vocês? Algum representante desses grupos ligou para parabenizá-las?
Luciana
- Não. Só nossos amigos particulares e nossos familiares. Organizações desse tipo, nenhuma. Em absoluto. Nós procuramos nos manter meio que no anonimato para não expô-los, para não criar situações constrangedoras nem para eles nem para nós. O preconceito ainda existe, né? Ainda existe.

Você acha que muda algo na vida dos seus filhos agora que eles têm dois pais oficializados?
Luciana
- Pais, não. Mães (risos). O fato de eles morarem com duas mães e chamarem duas mulheres de mães, mas ter o sobrenome só de uma. Isso até eles nos cobravam. Eles assinavam os nomes e colocavam Guterres (sobrenome de Lídia, que ganhou o direito à adoção na ação julgada pelo STJ ontem) no fim. E daí a gente dizia: "Não, não tem Guterres ainda, meu filho". Ele respondia: "Mas por que, mamãe, se a mamãe Lídia também é minha mamãe?". Foi isso que nos levou a entrar com a ação.

O relator do processo no STJ, o ministro Luis Felipe Salomão, disse no seu voto que "os laços afetivos entre as crianças e as mulheres são incontroversos", como forma de ressaltar o vínculo familiar. Mas, de alguma forma, você acredita que seus filhos estão crescendo de um jeito diferente de que outras crianças por terem duas mães?
Luciana
- Não. É uma situação totalmente normal. Somos uma família com duas mamães. Para eles, não tem papai. Todos nos amamos, brincamos, fazemos os temas juntos, almoçamos juntos, jantamos juntos, saímos para a praça juntos. E eles são extremamente carinhosos conosco. Nunca sofreram nenhum tipo de preconceito. Agora, não sei como vai ser. Mas, até então, nunca.

Eles perguntaram alguma vez por que não têm pai?
Luciana
- Não. Isso é curioso até. Eles sabem que não têm pai porque sabem que são adotados, que têm pais biológicos. Para eles, essa situação é muito normal porque eles estão conosco desde que nasceram. E eles não estranham que os primos e os coleguinhas têm papai, até porque os coleguinhas nunca estranharam também. Nós vivemos uma vida extremamente normal.

(Luciana passa o telefone para Lídia)

Você se sente mais mãe do que antes?
Lídia
- No sentido materno, não. Juridicalmente, sim. Mas nunca me senti menos mãe porque não tinha eles no meu nome. Eu era mãe mesmo.

A falta de reconhecimento legal das duas mães provocava algum receio específico sobre o futuro deles?
Lídia
- Sim, por exemplo: se eu morresse. Meus bens iriam para outros membros da família e não para os meus filhos. Eles também não teriam direito à pensão, plano de saúde, seguros sociais. Eles não teriam direito a nada disso caso não pudessem ser registrados como meus filhos. Agora, terão os mesmos direitos de outros filhos.

Vocês comemoraram a decisão com festa?
Lídia
- Com a família, ainda não. Não tivemos tempo, talvez no final de semana, quando não estaremos no meio da semana, com trabalho. Mas muitos amigos, familiares e até pessoas que não conhecemos nos ligam, nos parabenizam, passam por aqui. As pessoas que sabiam da nossa espera estão nos parabenizando.

Friday, April 9, 2010

Soul Mate: is there such a thing ?




Dating 101: Have You Found Your Soul Mate?

10 indications that you may have found The One

By dating expert Diana Kirschner, Ph.D.Updated: Apr 8, 2010
Dating couple (Corbis)

The soul mate concept also carries with it the belief that a perfect person exists for us, if only we could find him or her -- then love and life would be easy. This belief has created a lot of trouble for people, especially in the area of commitment. By insisting on finding a perfect partner, many people have walked away from really great potential partners. Why? Because something was missing. Maybe it was chemistry, or that he/she didn't match their ideal of The One. So they've ended up alone, still looking for that perfect soul mate. The renowned family psychiatrist Frank Pittman once said, "Nothing has produced more unhappiness than the concept of the soul mate."
The concept of the soul mate is thousands of years old and probably was originated by the Greek philosopher Plato. Plato described a soul mate as the person's "other half" that has been split from him. The quest of life is to find your missing half. That theme has been explored in movies like "The Butcher's Wife," "The Time Traveler's Wife," and "City of Angels." Other views of soul mates include reincarnation: our soul mate is someone with whom we have shared other lives.
Do you believe
there is a soul mate out there for you? Well, you're not alone. Studies from the University of Virginia have shown that over 90% of young adults believe in the concept. And 88% believe that destiny has determined that there is one and only one person who is your soul mate.
Having been a psychologist for more than 25 years, and married to one guy for the same long stretch, I can tell you that there are no perfect partners out there. Not me. Not my husband. Not any of my many clients, friends, or family members. Lasting love is a hard-won battle of personal discipline, compromise, dedication, and commitment.
Scientists have found that scent plays a role in physical attraction and desire. Other research shows that those who are of similar educational levels are more compatible. While I don't believe in The One perfect person idea, I do believe that there are better matches for us. And if we are with one of these people, we are more likely to have the experience of being with the one who is a soul mate (which I have had personally and can tell you, is a marvelous thing!).
The Indications
So chances are, there is more than one person out there who fits the bill for you. All of them are less than perfect. But if there are no perfect partners, how can you know whether to stay or go? Here are 10 relationship markers to help you know if he or she is The One:
1. When you're together you feel like you've come home.
2. You feel like your partnership was meant to be, as if kissed by destiny.
3. In your communication with each other there is a rapid "knowing" of what each of you means.
4. You have a shared mission in life, perhaps a cause, a career, or the creation of a family life.
5. When you're together the world seems like a better place.
6. Your mood is elevated when you're together. It's not necessarily passion or excitement, although that's there too at times.
7. When you look at him/her you see a part of yourself that's been missing. Perhaps it's her assertiveness or his joy of adventure. But it's something that when added to your life, makes you feel more complete.
8. Being together makes you more hopeful about the future you are creating.
9. You can be more authentic and fully yourself around your partner.
10. Being together makes each of you work harder on overcoming bad habits and becoming more loving people.
Don't worry if you don't feel all 10 of these things when you're with your partner. That's where the imperfection comes in -- either in you or your partner. If you are experiencing six or more of these markers, chances are you are matched well. Over time you can work towards having all of these qualities. Couples who have lasting love find that their relationships get closer and better over time. And that process has been my privilege and good fortune to experience personally -- after a lot of hard work that continues to this day!
Bottom line: your chances of finding The One are better than you think. So go out there and start looking. Love almost always comes in a surprise package that opens up in marvelous and magical ways.


Sunday, April 4, 2010

Anna Paquin (da Serie True Blood)


Atriz Anna Paquin diz ser bissexual

Craig Barritt/Getty Images

A atriz Anna Paquin na festa pós-Oscar da revista

A atriz Anna Paquin na festa pós-Oscar da revista "Vanity Fair" em West Hollywood (7/3/2010)

LOS ANGELES (Reuters) - A premiada atriz Anna Paquin disse na quinta-feira ser bissexual, em um vídeo de campanha de militantes da causa, surpreendendo os fãs da série "True Blood" e causando a queda do site da organização responsável.

A atriz fez a revelação num evento cheio de celebridades, organizado pela campanha "Give a Damn" (algo como "Importe-se", "Preocupe-se"), iniciativa feita pela Internet com apoio do Fundo True Colors, da cantora Cindy Lauper.

"Sou bissexual", disse Paquin, que nasceu no Canadá, acrescentando que "um crime de ódio é cometido aproximadamente a cada hora de cada dia neste país (os EUA)".

No ano passado, Paquin confirmou seu noivado com Stephen Moyer, também de "True Blood".

A assessoria da atriz não foi localizada para comentar.

Lauper, Whoopi Goldberg, Elton John e Sharon Osbourne estão entre outros astros que participam da campanha.

"Percebi que a igualdade significa muito para pessoas que não a tem, e que, como hétero, tenho a responsabilidade de me erguer pelos gays e transexuais a cada dia", disse Lauper em nota.

(Reportagem de Alex Dobuzinskis)


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